Lembram-se como ficavam irritados sempre que os vossos pais ou avós vos diziam "quando tiveres a minha idade vais ver" ou "tu não tens ainda maturidade para perceberes...". Ui! Eu ficava piursa!
Mas efectivamente, agora que tenho quase trinta anos, dou por mim a fazer raciocínios que os meus pais fariam, ou a usar aquela célebre frase "estes miúdos de agora não sabem apreciar a vida".
Ainda hoje me pus a pensar nisso. A vida hoje é tão facilitada que já não se dá o devido valor aos pormenores.
O que diria um miúdo com 15 anos se lhe dissesse que dantes os carros não tinham ar condicionado, e que para ir de Lisboa a Braga levámos horas, à torreira do sol, em filas intermináveis?
E que cara de espanto fariam se lhes dissesse que passava horas a gravar cassetes de compilações para poder ouvir no meu walkman? Saberão eles o que é um walkman?
Será que alguma vez viram descascar ervilhas ou esfolar um coelho?
E se lhes contar que o primeiro computador que tive (Spectrum) funcionava com cassetes?
Terão alguma vez brincado na rua a tarde toda e esfolado os joelhos a jogar futebol num descampado?
E nem por sombras sabem o que é viver sem telemóvel, até eu já fico nervosa quando não o tenho!
Um dia também nós seremos os pais chatos, pois afinal de contas sempre é verdade que mais tarde ou mais cedo os vamos compreender, como eles sempre nos disseram!
terça-feira, 30 de março de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
Não sei porque é que as pessoas têm uma tendência natural para desiludir e magoar as outras. É assim tão difícil esforçarmo-nos para tornar alguém feliz?
A meu ver não, aliás, por vezes, nem implica esforço, apenas sensibilidade.
São os pormenores que alimentam a felicidade das pessoas à nossa volta, as pequenas pedras que tiramos do seu caminho.
Um beijo terno ou apaixonado, um sermão, uma ajuda a transportar as compras, lágrimas e sorrisos, um abraço ou uma visita inesperada, uma sopa quentinha quando estamos doentes, um elogio ao novo penteado com o qual ainda não nos sentimos muito confortáveis, estender a mão para ajudar alguém a atravessar uma estrada, um toque de campainha quando estamos em casa nem nada para fazer, uma solução quando alguém tem um problema, uma festa surpresa, uma boleia...
Poderia continuar a dar exemplos mas, no fundo, a preocupação genuína é a chave da felicidade, e é isso que todos precisamos de entender.
A meu ver não, aliás, por vezes, nem implica esforço, apenas sensibilidade.
São os pormenores que alimentam a felicidade das pessoas à nossa volta, as pequenas pedras que tiramos do seu caminho.
Um beijo terno ou apaixonado, um sermão, uma ajuda a transportar as compras, lágrimas e sorrisos, um abraço ou uma visita inesperada, uma sopa quentinha quando estamos doentes, um elogio ao novo penteado com o qual ainda não nos sentimos muito confortáveis, estender a mão para ajudar alguém a atravessar uma estrada, um toque de campainha quando estamos em casa nem nada para fazer, uma solução quando alguém tem um problema, uma festa surpresa, uma boleia...
Poderia continuar a dar exemplos mas, no fundo, a preocupação genuína é a chave da felicidade, e é isso que todos precisamos de entender.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Durante toda a nossa vida procuramos manter amigos e fazer novos, nos diversos meios em que nos deslocamos, em diversas fases da vida.
Há os amigos de infância, os do secundário, os da universidade, os amigos dos amigos, os vizinhos, os filhos dos amigos dos pais, os amigos dos namorados ou dos namorados dos amigos, os amigos que os pais desaprovariam e aqueles que fazem as suas delícias, os amigos para as festas, os amigos para as desilusões e apertos, e aqueles com quem podemos estar anos sem manter contacto mas que sabemos que estão sempre ali para o que der e vier.
Enfim toda a uma panóplia de conhecimentos que se vão consolidando ou desvanecendo.
Mas aquelas pessoas de quem nada esperamos são, por vezes, aquelas que nos reservam as melhores surpresas.
Há os amigos de infância, os do secundário, os da universidade, os amigos dos amigos, os vizinhos, os filhos dos amigos dos pais, os amigos dos namorados ou dos namorados dos amigos, os amigos que os pais desaprovariam e aqueles que fazem as suas delícias, os amigos para as festas, os amigos para as desilusões e apertos, e aqueles com quem podemos estar anos sem manter contacto mas que sabemos que estão sempre ali para o que der e vier.
Enfim toda a uma panóplia de conhecimentos que se vão consolidando ou desvanecendo.
Mas aquelas pessoas de quem nada esperamos são, por vezes, aquelas que nos reservam as melhores surpresas.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Hoje acordei feliz. A lembrança do teu abraço fez-me sorrir assim que os meus olhos se abriram e viram a luz do sol que entrava pela porta do quarto. O teu cheiro ainda estava nos lençóis e foi como se continuássemos abraçados.
Eram 8 da manhã e o despertador só iria tocar às 9. Apesar de não ter sono fiquei ali a absorver as sensações que as lembranças da noite anterior provocavam em mim.
Eram 8 da manhã e o despertador só iria tocar às 9. Apesar de não ter sono fiquei ali a absorver as sensações que as lembranças da noite anterior provocavam em mim.
E ele perguntou, mas de que é que tu gostas?
Ignorei a pergunta descabida para alguém que me conhece há anos. Mas do meu pensamento não saiam as centenas, talvez milhares, de coisas de que gosto.
Os dias de frio com sol, o cheiro a terra molhada, os morangos frescos e doces, beijos na boca, nadar em água transparente, dormir no sofá, andar à chuva, o cheiro a limpo, sinceridade, comida bem temperada, rir, a canja da minha avó, crianças, pés molhados, sapatos e malas, estar apaixonada, banhos de imersão, ir à praia, os filmes do Tim Burton, andar na rua a ouvir música aos berros, girassóis e tulipas, estar sozinha, jantaradas com amigos ou família, decoração, dormir abraçada, ver filmes em casa, o cheiro a eucalipto, a pronúncia do norte, estar na cama na ronha, sumos naturais, cozinhar, dançar, decotes e vestidos, batatas fritas, desenhos animados e filmes de animação, mexerem-me no cabelo, a mousse de chocolate e o souflé de atum da minha mãe, confiar, chegar a casa e ter quem me espere, gatos, música, sentir-me protegida, o silêncio, unhas vermelhas, viajar, conversar durante horas sem que o assunto se esgote, sentir-me única, dar sem esperar contrapartidas, sentir o vento no cabelo, amar, observar pessoas, fotografar, chorar até não ter mais lágrimas, chamuças, as minhas caixas de recordações, fazer coisas especiais a pessoas especiais, lençóis lavados com cheiro a amaciador, ser a primeira a usar a casa de banho depois de limpa, sonhar acordada, uma boa discussão, descobrir um novo amigo .... se de mais nada gostasse podia dizer que gosto de mim e de ti e seria mais do que suficiente.
Ignorei a pergunta descabida para alguém que me conhece há anos. Mas do meu pensamento não saiam as centenas, talvez milhares, de coisas de que gosto.
Os dias de frio com sol, o cheiro a terra molhada, os morangos frescos e doces, beijos na boca, nadar em água transparente, dormir no sofá, andar à chuva, o cheiro a limpo, sinceridade, comida bem temperada, rir, a canja da minha avó, crianças, pés molhados, sapatos e malas, estar apaixonada, banhos de imersão, ir à praia, os filmes do Tim Burton, andar na rua a ouvir música aos berros, girassóis e tulipas, estar sozinha, jantaradas com amigos ou família, decoração, dormir abraçada, ver filmes em casa, o cheiro a eucalipto, a pronúncia do norte, estar na cama na ronha, sumos naturais, cozinhar, dançar, decotes e vestidos, batatas fritas, desenhos animados e filmes de animação, mexerem-me no cabelo, a mousse de chocolate e o souflé de atum da minha mãe, confiar, chegar a casa e ter quem me espere, gatos, música, sentir-me protegida, o silêncio, unhas vermelhas, viajar, conversar durante horas sem que o assunto se esgote, sentir-me única, dar sem esperar contrapartidas, sentir o vento no cabelo, amar, observar pessoas, fotografar, chorar até não ter mais lágrimas, chamuças, as minhas caixas de recordações, fazer coisas especiais a pessoas especiais, lençóis lavados com cheiro a amaciador, ser a primeira a usar a casa de banho depois de limpa, sonhar acordada, uma boa discussão, descobrir um novo amigo .... se de mais nada gostasse podia dizer que gosto de mim e de ti e seria mais do que suficiente.
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