A 13 de Setembro de 1988 nasceu a Ana. Foi para nossa casa, onde estava acompanhada todo o dia, e depressa se tornou na nossa irmã mais nova. Tomávamos conta dela como se de um boneco se tratasse, mas o que nos entusiasmava mesmo era o facto de ter entrado no nosso mundo mais “um de nós”, mais uma cabeça a inventar brincadeiras mirabolantes.
A Ana era uma criança diferente, arisca e muito introvertida, que um dia sonhou chamar-se Lídia. Na adolescência, ao contrário dos colegas, não sabia que carreira seguir, e era frequente senti-la um pouco perdida; numa luta constante entre rebeldia e timidez.
Embora tivéssemos uma diferença de 7 anos sempre consegui ler todos os pequenos sinais que escondiam as suas preocupações e dúvidas, próprias da idade.
Talvez porque tivéssemos traços de personalidade semelhantes nunca tivémos problemas de comunicação. Ambas sabíamos os limites uma da outra e, deste modo, não havia lugar para equívocos.
O espaço era e é muito importante...sempre o soubémos. Não o espaço físico, mas aquele espaço que é só nosso e que precisamos para respirar, para pensar, ou até mesmo para fazermos coisas que nos dão prazer.
Assim nenhuma de nós gostava de muitas perguntas, e mesmo que elas existissem só respondíamos quando queríamos, quando nos sentíamos preparadas para partilhar. Ainda hoje é assim.
ola :)
ResponderEliminarNem ia fazer nenhum comentario neste artigo, mas é só para dizer que eu nasci a 28 de Setembro de 1988.
Agora não tens desculpa para não me dares os Parabéns, eheh, que interceiro sou.
Beijos