sexta-feira, 21 de maio de 2010

Aquele foi, sem dúvida, um dia marcante nas suas vidas. A relação entre os dois sempre tinha sido atribulada, mas chegava agora o momento em que os dois estavam preparados para se entregarem à partilha dos seus sentimentos, dúvidas, preocupações, sem julgamentos, apenas com o amor que tinham para dar um ao outro.

Ele sempre se tinha deixado levar pelos problemas, vivia mergulhado na tristeza, absorvido pelo que os outros poderiam pensar dos momentos menos felizes da sua vida. Tratava-a com paternalismo, utilizando quase sempre a desculpa da experiência de vida que ele tinha e que a ela lhe faltava.

Essa perspectiva da vida, e a maneira como ele lidava com ela, sempre lhe tinha provocado uma irritação sem limites, o que motivava, quase sempre, os conflitos entre os dois.

Nesse dia ela ensinou-o a viver.

Mostrou-lhe como ser feliz.

Já nada é o mesmo.

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