Todos os caminhos vão hoje dar à aldeia.
As casas estão enfeitada com flores, bandeirolas de todas as cores e um número sem fim de luzes que, ao anoitecer, iluminarão o "salão de baile" que se instala agora na praça central.
A esplanada do Sr. Gilberto prepara-se para acolher os visitantes. O carrossel, o cinema ambulante, a barraca de tiro ao alvo e outros jogos estão montados. O cheiro a farturas e a bifanas dança no ar ao som dos primeiros acordes que a banda ensaia no coreto.
As meninas casadoiras usam vestidos novos que mandaram fazer na D. Amélia, a costureira. Os rapazes fazem uma visita extra ao barbeiro. Aparar o bigode, fazer a barba e dar um jeitinho ao cabelo é essencial para impressionar as meninas.
Pelas ruas a alegria dos populares sente-se nas gargalhadas, no brilho dos olhos das gentes que deambulam observando as barraquinhas. No jardim da praça central alguns homens juntam-se à conversa. Outros, sentados nas esplanadas improvisadas, jogam às cartas e outros ainda, com grande euforia, jogam à malha.
As mulheres preparam os últimos petiscos e dispõem o artesanato nas barraquinhas. Como um maestro, o pároco orienta-as sob o olhar atento do Sr. Presidente da Câmara que enrola o bigode com impaciência. Enquanto a sua mulher, D. Estrelinha, se encolhe dentro dum vestido às bolinhas.
Algumas crianças correm entre os adultos. Outras divertem-se a a jogar ao berlinde enquanto aguardam que a festa comece.
Há festa na aldeia!
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