Clara e os colegas esperaram ansiosamente por este dia, desde que a professora Raquel lhes comunicou que iriam fazer uma visita ao museu.
Todos sentem o museu como um local mágico, com cheiro a descobertas, que lhes traz sempre algo novo para aprenderem e onde gostam de sonhar sentados no chão a sentir o frio das lajes antigas.
De bicos de pés espreitam as vitrines que exibem objectos para os quais cada uma imagina as mais diversas funções.
Dividem-se em pequenos grupos e exploram as áreas de que mais gostam.
Clara senta-se em frente a um dos painéis a observar.
Ali sentada deixa-se embalar pelo som do acordeão e do bandolim pendurados na parede ao lado. Fazem-lhe companhia os caretos que não se cansam de chocalhar. Dos painéis saltam os pauliteiros que acrescentam ritmo à música. As varinas suspendem o pregão para oferecerem voz a esta melodia, que também conta com um grupo de cantares alentejanos.
As cores vivas dos trajes dos convivas neste baile espalham-se por toda a sala misturados com o brilho dos cordões das meninas namoradeiras e dos brincos de filigrana.
A professora chama as crianças que despertam dos sonhos que aquela atmosfera lhes traz: o sonho de um museu que é delas e onde deixam um pouco de cada um em cada visita.
Ola :)
ResponderEliminarSem muitas palavras:
Que bom é(era) viver na alegria da inocencia :S
Viva as crianças, que nos ensinam a viver..