terça-feira, 25 de maio de 2010

Clara e os colegas esperaram ansiosamente por este dia, desde que a professora Raquel lhes comunicou que iriam fazer uma visita ao museu.


Todos sentem o museu como um local mágico, com cheiro a descobertas, que lhes traz sempre algo novo para aprenderem e onde gostam de sonhar sentados no chão a sentir o frio das lajes antigas.

De bicos de pés espreitam as vitrines que exibem objectos para os quais cada uma imagina as mais diversas funções.

Dividem-se em pequenos grupos e exploram as áreas de que mais gostam.

Clara senta-se em frente a um dos painéis a observar.

Ali sentada deixa-se embalar pelo som do acordeão e do bandolim pendurados na parede ao lado. Fazem-lhe companhia os caretos que não se cansam de chocalhar. Dos painéis saltam os pauliteiros que acrescentam ritmo à música. As varinas suspendem o pregão para oferecerem voz a esta melodia, que também conta com um grupo de cantares alentejanos.

As cores vivas dos trajes dos convivas neste baile espalham-se por toda a sala misturados com o brilho dos cordões das meninas namoradeiras e dos brincos de filigrana.

A professora chama as crianças que despertam dos sonhos que aquela atmosfera lhes traz: o sonho de um museu que é delas e onde deixam um pouco de cada um em cada visita.

1 comentário:

  1. Ola :)

    Sem muitas palavras:

    Que bom é(era) viver na alegria da inocencia :S

    Viva as crianças, que nos ensinam a viver..

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