terça-feira, 1 de junho de 2010

O jardim do museu está cheio de crianças. As gargalhadas e o entusiasmo propagam-se numa nuvem sonora que envolve o espaço.

Os instrumentos, feitos em materiais reciclados, são usados para dar ritmo às músicas que cantam com vozes fininhas e afinadas.

Alguns deitam-se no relvado a fazer desenhos que pintam com pinceladas largas. Outros descobrem texturas fazendo pequenas figuras em barro, com as quais inventam histórias em que as personagens apenas obedecem à regra da imaginação.

Um grupo, sentado em roda, fecha os olhos. As suas mãos pequeninas sentem a textura da terra molhada. O cheiro fresco e aromático entra-lhes pelas narinas, misturado com o cheiro adocicado das flores que colocam agora, de olhos abertos, em pequenos vasos vermelhos, à sua frente.

Pedaços de papel colorido recortado dão forma a passarinhos e borboletas que, na sua ausência, cuidarão de todas as plantas.

As borboletas que desenharam são penduradas em fios de nylon, esticados entre as árvores, e ganham vida quando sopradas pelo vento. Enquanto que os passarinhos, colados em pequenas estacas, pousam na relva fresca.

Ao fim da tarde, já cansadas de tanta brincadeira, ouvem a professora que lhes lê uma história.

Os pais estão quase a chegar e todos se sentem ansiosos por mostrar os seus trabalhos. Os desenhos, os instrumentos e as figuras de barro criadas ao longo do dia são dispostos na relva que ganha um colorido de arco-íris.

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