O rancho da aldeia está hoje em reboliço!
Faltam apenas algumas horas para a festa.
Os anciões sentam-se num banco corrido à porta do salão paroquial enquanto, lá dentro, se ouvem cantares e os pés que batem na madeira numa cadência que eles reconhecem e que os leva a relembrar a sua própria juventude.
Adultos e crianças acertam os passos decorados nas últimas semanas, repetindo-os vezes sem conta. Os mais pequenos seguem os adultos com atenção e nem mesmo o cansaço e a vontade de ir brincar os desconcentram.
Os músicos, sentados no canto da sala do salão paroquial, afinam os instrumentos. O coreto da praça da igreja será hoje o palco para a sua actuação.
As meninas tiraram os seus tesouros do guarda-jóias. Os brincos que eram da avó, o cordão de ouro oferecido pela madrinha e a pregadeira que segura o lenço colorido que trazem sobre os ombros.
Os trajes engomados na perfeição estão pendurados num varão da parede. Todos seguidos formam um arco-íris de cores vivas. As camisas brancas, esfregadas com sabão no tanque junto ao rio, reflectem a luz que entra pela janela.
O Sr. Padre observa com orgulho a dedicação dos seus paroquianos que dão vida às tradições da aldeia.
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